"Alguns sentimentos, experiências, fatos marcantes, pessoas, amizades, conquistas, sons, versos, poemas, imagens, lugares, idéias, ideais, sonhos, paixões, anseios, fôlego... tudo isso transformado em palavra."
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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Conhecer ou ouvir falar?

“E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.” [João 8:32]


“Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serodia que rega a terra.” [Oséias 6:3]


A grande necessidade de toda e qualquer geração é de um verdadeiro conhecimento de Deus. Sem conhecimento de Deus tudo perde o significado; nossas vidas perdem o vigor, a força, o sentido, e a Igreja cai num estado de apatia. O resultado é a morte espiritual.


Não podemos perder a visão da beleza do Senhor, o nosso primeiro amor! “Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.” [Apocalipse 2:4 – NVI]


Precisamos ir mais devagar, parar... e contemplar a beleza de Jesus! A correria do dia-a-dia faz-nos focalizar o alvo errado, dar importância demasiada à coisas que ofuscam a nossa vivência com o Senhor!


Temos duas certezas, pelo menos: 1) Encontraremos dificuldades na caminhada cristã e 2) Jesus estará conosco em todas essas dificuldades. Não há mistério algum na primeira afirmativa, mas muitos se esquecem totalmente da segunda!


Precisamos buscar experiências com Deus, urgentemente! Somos chamados à Sua Presença todo dia; o Senhor quer ouvir a nossa voz, o sussurro mais humilde, a voz mais ofegante, o choro incontido... não importa, há portas escancaradas sinalizando que podemos entrar na Presença do Todo-Poderoso!


Devemos entender que, por mais que busquemos, só seremos achados se o Senhor nos encontrar. Mas, ainda bem que Ele está a procura de verdadeiros adoradores! Aleluia!


Precisamos viver em devoção ao Senhor! Não venha à Igreja simplesmente por vir. Há pessoas demais nas Igrejas que crêem coisas certas a respeito de Deus, mas perderam totalmente a devoção.


Não seja indiferente ao Senhor, morno, fingindo adorar... Não seja um cristão “mais ou menos”, pois do contrário estarás perdendo o seu tempo na Casa de Deus.


Adoração indiferente, morna, parte o coração de Deus; não é adoração verdadeira! Muitos crêem em Deus, mas com irreverência cumprimentam-nO uma hora por semana!


Precisamos viver em santidade! Nossas igrejas não precisam encher-se de mais gente, mas que as pessoas que nelas estão encham-se do conhecimento de Deus! Assim nossas Igrejas não terão espaço para comportar as pessoas que estarão buscando o Deus que conhecemos!


´Conhecer a Deus´ precisa ser o nosso diferencial. Conhecendo a Sua Palavra, vamos conhecê-lO, e seremos santificados! Viveremos, então, o pano novo e não o remendo!


Quer conhecer a Deus? Conheça a Sua Palavra!


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Os “poucos” que fazem a diferença (Apc 3:1-6)

Sardes foi a quinta Igreja a receber a carta apocalíptica. Era a antiga capital da Lídia, famosa pelas suas riquezas e luxo. Conforme a tradição, Sardes foi a primeira cidade dessa região a receber o evangelho, sob a pregação do apóstolo João, a primeira a desviar-se da fé e uma das primeiras a cair em ruínas. A Igreja de Sardes é censurada pela sua falta de comprometimento vital; tinha um nome de vida, mas estava realmente morta. Perante o texto, podemos refletir sobre os seguintes pontos:

01- Conheço as suas obras (v.1b) > “Exteriormente, parecia viva e ativa, tinha uma reputação de sucesso e espiritualidade. É possível que tivesse uma forma impressionante de adoração, mas não o verdadeiro poder e retidão no Espírito Santo. Jesus, no entanto, via os seus corações” (Bíblia de Estudo Pentecostal).

Uma das coisas que mais nos esquecemos no trato com a obra de Deus, é que o próprio Deus conhece as nossas obras. Ele não entregou em nossas mãos o arado, para que cuidássemos da seara, e fechou os olhos, “não se importando” com o que iria ser feito. Ele conhece as nossas obras sim. Não só o que fazemos da porta da Igreja para dentro, mas o lado de fora também Lhe interessa.

Não apenas o que fazemos com as nossas mãos, mas as nossas expressões, palavras e pensamentos. Nada passa desapercebido diante dos olhos de Deus. Ele conhece as nossas obras. Não somos salvos por obras, mas elas são o termômetro da nossa fé.

02- Esteja atento (v.2) > Há coisas que estão “prontas para morrer”. Esteja atento a elas. Há coisas em nossas vidas que estão capengando, apodrecendo, deixadas de lado, sem cuidados. Normalmente passamos desapercebidos diante delas, e o tempo voa. Mais ainda há uma chance!

O Senhor não nos alerta quando o caso já está perdido, quando não resta mais nada a fazer... Ele vem antes e nos desperta, pois ainda há uma chance! Podemos providenciar a cura, o remédio... Podemos correr para os pés do Senhor e rogar que restaure o que está caído; dê novo ânimo ao que desfaleceu em nosso interior. Ainda há tempo de se pôr de pé e lavar as vestes. Ainda há tempo, mas não muito tempo. Estejamos atentos para não perdê-lo!

03- Exercite a memória, você não está vazio (v.3) > Recebemos e ouvimos tantas preciosidades e revelações de Deus, e por não colocarmos em prática na hora, acabam-se esquecidas e empoeiradas. Precisamos vasculhar os nossos “guardados” espirituais; o baú de mensagens “que não são para mim”; o bloco de anotações de pregações que na hora “não falaram ao meu coração” e tantas coisas mais.

Não estamos vazios, mas poderíamos estar mais cheios. Já recebemos e ouvimos, falta-nos obedecer e arrepender-se (v.3a).

04- Faça parte dos “poucos” (v.4) > Não queira estar entre os muitos que estão “prontos para morrer”. Esteja entre os poucos, que não contaminaram as suas vestes.

Agora, entenda uma coisa, os “poucos” têm responsabilidade para com os “muitos”. Estamos falando do interior de uma Igreja, então eu e você precisamos fortalecer aqueles que estão a beira do abismo, fazer o nosso papel como agentes de Cristo nesta Terra.